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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

5 FASES DA ELABORAÇÃO DE VINHO


A transformação do mosto da uva em vinho existe há milhares de anos. Não é apenas uma arte, mas também uma ciência a qual exige muito comprometimento da parte daqueles que decidem entendê-la. A elaboração de vinho é um processo natural que requer intervenção humana para melhor aproveitamento das características da uva, mas cada fabricante de vinho guia o processo através de diferentes técnicas. Em geral, existem cinco componentes básicos do processo de vinificação: colheita, Desengace/esmagamento,  fermentação, prensagem clarificação e envelhecimento e engarrafamento. Os fabricantes de vinho geralmente seguem essas cinco etapas, mas adicionam variações e desvios ao longo do caminho para tornar seu vinho único.

COLHEITA
A colheita é o primeiro passo no processo de vinificação e uma parte importante para garantir um vinho de qualidade. As uvas são as únicas frutas que possuem os ácidos, ésteres e taninos necessários para produzir vinho natural e estável de forma consistente. Taninos são elementos de textura que tornam o vinho seco e acrescentam amargura e adstringência ao vinho.
O momento em que as uvas serão colhidas é determinado pela acidez, açúcar e maturação dos compostos fenólicos da uva. Determinar o momento da colheita exige um toque de ciência, além de degustação à moda antiga. A acidez e doçura das uvas devem estar em perfeito equilíbrio, mas a colheita também depende muito do clima.
A colheita pode ser feita manualmente ou mecanicamente. Muitos fabricantes de vinho preferem colher à mão, porque a colheita mecânica pode ser difícil para as uvas e os vinhedos. Depois que as uvas são levadas para a vinícola, elas são classificadas quanto seu grau de sanidade, sendo uvas podres removidas.

DESENGACE/ESMAGAMENTO
Depois de classificadas, as uvas estão prontas para serem separadas do engaço e levemente esmagadas. Por muitos anos, homens e mulheres fizeram isso manualmente esmagando as uvas com os pés. Atualmente, a maioria dos vinicultores realiza isso mecanicamente. As desengaçadeiras separam as bagas da ráquis esmagam as uvas liberando o chamado mosto. O mosto é simplesmente suco de uva recém-prensado que contém as cascas, sementes e sólidos. A prensagem mecânica trouxe um enorme ganho sanitário, além de aumentar a longevidade e a qualidade do vinho.
Para o vinho branco, o enólogo esmaga e pressiona as uvas rapidamente, a fim de separar o suco das cascas, sementes e sólidos. Isso evita que cor e taninos indesejados oxidem o vinho. O vinho tinto, por outro lado, é deixado em contato com as cascas para adquirir sabor, cor e aumentar a estrutura do corpo.
FERMENTAÇÃO
Depois de desengaçada e esmagada, a fermentação entra em ação. O mosto (ou suco) pode começar a fermentar naturalmente dentro de 6 a 12 horas quando auxiliado por leveduras selvagens no ar. No entanto, muitos enólogos intervêm e adicionam leveduta comerciais para garantir consistência e prever o resultado final.
A fermentação continua até que todo o açúcar seja convertido em álcool e o vinho seco seja elaborado. Para  um vinho doce, os enólogos às vezes interrompem o processo antes que todo o açúcar seja convertido. A fermentação pode levar de 10 dias a um mês ou mais. Dependendo das condições de temperaturas a qual o mosto estará sendo fermentado. Na região do Vale do São Francisco o tempo de fermentação costumam sem bem rápido, sendo concluída a fermentação em até 5 dias.

CLARIFICAÇÃO
Uma vez concluída a fermentação alcoólica, a clarificação se inicia espontaneamente. A clarificação é o processo no qual os sólidos, como células de levedura mortas, taninos e proteínas, são removidos através de sua precipitação no fundo do tanque. Em seguida o vinho é transferido para outro recipiente previamente higienizado, podendo ser um barril de carvalho ou um tanque de aço inoxidável. O vinho pode ser clarificado através do uso de clarificantes seguida de filtração após a decantação. O vinho clarificado é então acondicionado em outro recipiente e preparado para engarrafamento ou envelhecimento futuro.
ENVELHECIMENTO E ENGARRAFAMENTO
O envelhecimento e o engarrafamento são a fase final do processo de vinificação. O enólogo tem duas opções: engarrafar o vinho imediatamente ou dar um envelhecimento adicional ao vinho. Mas, o envelhecimento pode ser feito em garrafas, tanques de aço inoxidável ou barris de carvalho. Envelhecer o vinho em barris de carvalho produzirá um vinho mais macio, redondo e com sabor a baunilha. Também aumenta a exposição do vinho ao oxigênio enquanto envelhece, o que diminui o tanino e ajuda o vinho a atingir o seu frutado ideal. Tanques de aço são comumente usados ​​para vinhos brancos picantes.
Após o envelhecimento, os vinhos são engarrafados com uma rolha ou com uma tampa de rosca.




domingo, 28 de junho de 2015

Medindo o teor alcoólico de vinhos


O álcool de vinhos pode ser extraído por destilação à 70°C e quantificado de acordo com sua densidade relativa a 20°C
Materiais
Aparelho de destilação composto por balão de 500 mL fundo redondo, coluna de destilação e condensador;
Balão volumétrico de 250 mL;
Termômetro;
Proveta de 250 mL;
Alcoômetro de Gay-Lussac de 0-20% vol.
O gás carbônico da amostra deve ser eliminado através de agitação na proveta, com uma das mãos vedando sua abertura, em seguida soltando-a para liberação do gás, esse processo deve ser repetido algumas vezes para que haja uma máxima desgaseificação, ou pode-se usar filtração com filtro de papel.
Procedimentos
Transferir a amostra para um balão de 250 ml, devendo esta, ser aferida com a própria amostra, anotar a temperatura;
Transferir o mosto para o balão de destilação, enxaguar o balão que continha à amostra com água destilada, retirando todo o vinho lá existente, colocando-o juntamente no balão de destilação;
Vedar o sistema de destilação;
Abrir a água do condensador;
Acender fogo para aquecimento da amostra e início da destilação;
Destilar e coletar ¾ do volume adicionado, que corresponde a 188 ml para uma quantidade de 250 ml, em seguida, transferir a amostra destilada para o balão de 250 ml usado anteriormente, e aferir com água destilada;

Transferir a solução da destilação para a proveta de 250 ml e submergir o alcoômetro aguardando sua estabilização para prosseguir a leitura na parte inferior do menisco;
Medir novamente a temperatura e corrigir de acordo com a tabela 1.



14°
15°
16°
17°
18°
19°
20°
21°
22°
23°
24°
25°
26°
27°
28°
29°
30°

1,2
1
0,8
0,6
0,4
0,2
0
-0,2
-0,4
-0,6
-0,8
-1,0
-1,2
-1,4
-1,6
-1,8
-2,0
Tabela 1.
Cálculo
Leitura diretamente no alcoômetro com realização de correção de temperatura, se necessário, utilizando-se para isso a tabela1.


terça-feira, 14 de abril de 2015

Alcoolemia

O problema seria o álcool?


É comum aquele que gosta de exagerar no álcool livrar-se da culpa associando suas falhas ao uso da bebida alcoólica. Mas estes não param para avaliar que tudo em excesso é veneno! Nossa alimentação diária é necessária, mas se comermos exageradamente levara-nos à morte.
Os riscos do excesso instantâneo de álcool podem ser avaliados pela medida de alcoolemia, que depende da quantidade de álcool ingerida e das condições de ingestão. Lembrando que esta taxa é mais fraca em bebidas de teor alcoólico mais leve, depois da absorção de água e após a ingestão de alimentos. Recomenda-se a ingestão de glucídios e lipídios antes do consumo de álcool, ex.: pão, manteiga... Beber um pouco de água, não beberem jejum. Beber por prazer, não para se embriagar e jamais dirigir sob efeito de álcool.
Segundo Peynaud e Blouin (2010) a taxa de álcool no sangue diminui aproximadamente 0,14 g/l/hora para homens e 0,17 g/l/hora para as mulheres. Ou seja, a mulher se recupera do estado de embriaguez mais rápido que os homens.
Encontra-se disponível na internet simulador da taxa de alcoolemia SIMULADOR DE TAXA DE ALCOOLEMIA, que utiliza para seus resultados a quantidade de álcool ingerida em determinado tempo, o peso, o sexo. No fim, o aplicativo ainda mostra o tempo necessário para o retorno a pré-definido índice de alcoolemia, seja ele zero ou mais.
Pode-se calcula alcoolemia a partir da seguinte fórmula:
Alcoolemia = (V . TAV . 8)/Peso (kg) . K
Onde:
V: volume ingerido em litros;
TAV: % volume de álcool da bebida
K: coeficiente, para homens 0,71 e para mulheres 0,61.
O resultado é dado em gramas de álcool por litro de sangue
Por exemplo - À mesa, 0,2 litros de vinho 12% vol. Para um homem 70 kg:
Alcoolemia: (0,2 X 12 X 8)/(70 X 0,71) = 0,38 g/l.

Deixo aqui uma frase para reflexão:
“A embriaguez, entre os outros, me parece um vício grosseiro e brutal”.
                                                                               Montaigne (Ensaios, 1488)